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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ATROZ HOMO SAPIENS

Vamos quebrar o silêncio sobre mais um tema polêmico: o uso de animais em pesquisas.
Delicado falar sobre isso, mas mediante a repercussão das últimas notícias, conversas, publicações em sites de relacionamentos e leis recentemente aprovadas, sinto a necessidade de publicar as reflexões que tenho feito a respeito do assunto.
O estopim do problema foi a invasão do Instituto Royal por ativistas que defendem os direitos dos animais, ocorrida há menos de um mês em São Roque (interior de São Paulo), iniciando uma polêmica e uma discussão em nível nacional.
Penso que refletir sobre a possibilidade de implantação de métodos alternativos seja interessante, viável e desejável, considerando que trata-se de animais e quanto mais pudermos poupá-los de qualquer tipo de sofrimento, melhor. Além disso, isso significaria um grande avanço para toda a sociedade, especialmente para a comunidade científica.
No entanto, a realidade ainda não é essa e por isso defendo que as instituições que utilizam animais em suas pesquisas respeitem rigorosamente todos os critérios estabelecidos pela legislação vigente, bem como atuem conforme as regulamentações dos Comitês de Ética referentes a essa prática. Enfim, que essas instituições atuem com responsabilidade e assumam o compromisso de fazê-lo mediante necessidade e utilidade pública. 
Em casos de desrespeito às normas, uso indevido, inadequado e ilegal dos animais, penso que a punição deve ocorrer sim e, é função do Estado fiscalizar essas instituições, bem como da sociedade em geral.
Agora, fazendo as vezes do "advogado do diabo", gostaria de deixar uma crítica, em especial aos pseudo-ativistas das causas dos animais. 
Àqueles que são os primeiros a publicarem as notícias nas redes sociais, aos que vivem postando fotos maldizendo os maus tratos, que apoiam as leis que proíbem a utilização de animais em pesquisas, ou que atuam esporadicamente em "eventos" de visibilidade em favor da defesa dos animais, mas que contraditoriamente se alimentam das carnes do pobres bichinhos, lotam os espaços destinados a rodeios, tratam seu animaizinhos de estimação como pequenos palhacinhos enchendo-lhes de penduricalhos, pompons, bugigangas e afins, trancando-os em apartamentos com menos de 60 metros quadrados e, portanto, negando-lhes o direito de serem animais.
Para essas pessoas uma simples mensagem: OS ATOS CONVENCEM MAIS QUE OS DISCURSOS. Portanto, querem defender os animais? Excelente! Eu apoio! Comecem por rever suas próprias atitudes.
Que tal começar por abdicar do churrasquinho de domingo, do leite quentinho e da manteiga derretendo no pão fresquinho? Ou então lutar pelo fim dos rodeios, o que seria um bem não apenas para os animais, mas para a humanidade, pois nos pouparia de cruzar com esdrúxulos carros adesivados com o famoso termo "barretesão" (que chega a me dar náuseas).
Para finalizar, que tal começar com seu próprio animal de estimação? Respeitar os animais é acima de tudo garantir a eles sua condição animal. Não domesticá-los, não querer compará-los ou tratá-los como seres humanos...
Animal é animal e gente é gente. Inverter os papéis que ambos ocupam no planeta é a pior das imbecilidades. Garantir a eles o direito de serem conforme a natureza lhes proveu é sempre a melhor opção.

(Por angélica Galvani Mir - 06/11/2013)


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