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domingo, 29 de setembro de 2013

SOB O OLHAR DO OUTRO


Acho interessante a forma como as pessoas nos veem. Algumas conseguem enxergar parte do que somos, outras sequer conseguem nos ver, nos olhar nos olhos. O que alegra a vida é saber que por vezes alguém consegue olhar para além do que conseguimos expressar...conseguem enxergar nossa alma, nosso coração. E por mais que afirmemos não nos preocuparmos com a forma com o que o outro nos vê, isso faz toda diferença. Isso nos faz olharmos para nós mesmos, reconhecer nossas qualidades e superar nossas imperfeições...


"Ela é boa nessa arte que estou lhe falando, sabia?
Às vezes, ela é intensa como uma Florbela Espanca: "E se um dia hei de ser pó, cinza e nada/ Que seja a minha noite uma alvorada,/ Que me saiba perder... pra me encontrar"; às vezes, profunda como uma Clarice Lispector: "Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite". Mas ela também é doce como uma Cora Coralina: "Este é um poema de amor/ tão meigo, tão terno, tão teu.../ É uma oferenda aos teus momentos/ de luta e de brisa e de céu.../ E eu, / quero te servir a poesia/ numa concha azul do mar/ ou numa cesta de flores do campo...". E, o mais importante, ela é bela em seu jeito tão particular de escrever: "Nasci menina,/ me tornei mulher/ e vou enfrentando o que der e até o que não vier.../ E se me perguntarem de como eu vim ao mundo/ só uma resposta eu darei:/ Vim intensa como sou/ E dessa intensidade viverei...". [...]
É verdade. Vejo-a, Mir, intensa como uma Florbela (que amo) ou uma Lispector (que conheço pouco), afora o lado doce a la Coralina." 

*A citação dispensa autoria pois a devida autorização de publicação foi previamente solicitada.
(Por Angélica Galvani Mir - 29/09/2013)

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